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Onde muitas pessoas enxergam o preconceito, a fotógrafa paulista, Kica de Castro, 38 anos, consegue ver a beleza.

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Onde muitas pessoas enxergam o preconceito, a fotógrafa paulista, Kica de Castro, 38 anos, consegue ver a beleza. Na contramão da ditadura do que é belo, imposição de um grupo da sociedade que trabalhou nesse segmento na década de 60, ela mostra que beleza e deficiência não são palavras opostas. O que é belo para um, não é para o outro, referencia estética não é uma questão de padronização. O trabalho é de formiguinha, vem conquistando espaço, no decorrer dos anos. Em 2002 ela trabalhou em um centro de reabilitação, como chefe do setor de fotografia para pessoas com deficiência física. Passando cinco anos, de muito trabalho e pesquisa, resolveu dar o pontapé inicial na inclusão das pessoas com algum tipo de deficiência, deixou seu emprego fixo e abrindo à primeira agencia de modelos, exclusivamente, para profissionais deficientes. Num mercado de trabalho cheio de regras e imposições, a lei de cotas não é aplicada, impera o talento e potencial de cada um, por isso a ditadura fica por conta das exigências da fotógrafa. Exige dos agenciados dedicação com a carreira; estudar, ter disciplina, como em qualquer carreira, são regras fundamentais para ser um profissional reconhecido. O que no começo parecia ser impossível, ter pessoas com deficiência como modelo, hoje é uma realidade em muitos editoriais e passarelas. O preconceito ainda existe, mas vem perdendo forças, por ter qualidade, determinação e ética. Como toda regra tem sua exceção, sozinha consegui implantar na sociedade que é preciso incluir, mudar o conceito do que é belo, dar oportunidades. Confirmado que uma andorinha fez “um” verão. Dona de uma sensibilidade extraordinária e humildade sem igual, ela aposta que para ter sempre bons resultados é preciso ter trabalho em equipe. “Ninguém é melhor que ninguém, uns conseguem ter destaque em determinadas áreas., por conta da disciplina, de saber escutar e seguir o caminho certo. Na história da humanidade, a questão beleza têm suas referencias. A pessoa com deficiência merece ter esse destaque. Se outros profissionais, como fotógrafos, estilistas, maquiadores, cursos de teatros… Tiverem o interesse, de fazer parte da equipe, ou projetos isolados, que ao meu ver, abrem outras portas da inclusão, vão ver que estamos falando de 46 milhões de consumidores brasileiros, com algum tipo de deficiência, que gostam de moda, são vaidosos, que fazem atividades físicas, que consomem de tudo e são lindos para qualquer publicidade” – relata Kica de Castro
Kica de Castro

Fotógrafa e dona da agencia de modelos para profissionais com deficiência, Kica de Castro
Déborah Fontenele

Modelo Déborah Fontenele, de Goiânia. exposição “Eu não sou o que me falta”, em parceria com SEMIRA Goiás.

 

 

Paula Ferrari veste Fator Brasil

Modelo Paula Ferrari, em editorial para marca Fator Brasil. Make up de Andre Lima

 

Renata Paiva em editorial de make para Andre Lima

Modelo Renata Paiva, de Rondônia, em editorial de make para Andre Lima

 

Caroline Marques make Andre Lima (1)

Modelo Caroline Marques, nomeada a primeira Miss Brasil cadeirante. Make up de Andre Lima

 

 

Carolina Vieira

Modelo Carolina Vieira, de João Pessoa